Não sei o que é belo, seu moço, não sei nem quem eu sou. Costumava ser alguém
Do qual fingia conhecer e agora não sei mais se estou me conhecendo ou me perdendo,
Só sei que estou uma bagunça, mas não é qualquer bagunça, eu estou um dilúvio,
Estou me afogando em lágrimas e desespero. Mas não, senhor, ninguém sabe disso,
Fico feliz por ninguém perceber meu desespero, iriam se exaurir de mim, pensar no
Quão dramática sou. Ás vezes penso sim, em contar algo para alguém, falar sobre os fantasmas
Do passado que ainda me assombram, ou falar da existência do presente que me assusta. Mas acho que não estão interessados seriam dias, bom moço, dias para falar de tudo que me angustia.
Estou me fechando, ou me abrindo. Estou vivendo ou morrendo a cada viver. Quero aventuras,
Para ter certeza que estou viva, ou pelo menos me consolar com o coração batendo forte.
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