terça-feira, setembro 27

Manusear, seria esse o verbo, era essa a palavra que eu colocaria quando alguém me perguntasse sobre você. Porém em toda frieza existe uma chama, para cada ferimento existe cura, e para cada cicatriz tem alguma lembrança. E no meu coração, eu não achava a chama, não achava a cura, e as lembranças doiam, me afastavam, me privavam de pensar que a realidade poderia ser boa. Não sei em que circunstancia, no qual momento aconteceu a bagunça, onde o muro dos meus sentimentos foi abalado, qual foi o instante em que você apareceu, para me mostrar que existia uma chama, uma cura e que lembranças podem ser boas, só faltava alguém diferente de todos.

terça-feira, setembro 13

Talvez eu tenha medo, medo de não ser suficiente, medo de te deixar faltar algo, carinho, atenção. Mais sabe qual é o meu maior medo? Perder-te, deixar você passar, não, eu não posso, não quero que você seja mais um, não posso me permitir a tal dor. Irei fazer o possível, mais sem me humilhar, cansei disso. Vou tentar te recuperar, se é que um dia te tive. Mas você não irá dizendo que não tentei.

quinta-feira, setembro 8

Como se amar? Me faço essa pergunta e jogo-lhe o desafio de responde-la sem me deixar brechas para desacreditar. Em um pequeno quadrado onde até suas dúvidas são defeitos, onde o ato de ser perfeita é falho, uma mente pequena e mal amada, onde falta a fé e a perseverança é pouca. Algo sendo procurado, mais difícil de achar, talvez a solução. Uma vontade jogada no ar e as mentiras saindo da boca. Agora querido, pergunto-lhe, em meio a tantos julgamentos, como mudar?