terça-feira, junho 19

As vezes eu queria que ele soubesse o quanto eu choro a noite, queria que soubesse quantas noites deixei de dormir, queria que soubesse o quanto eu sofro por amá-lo, e o quanto eu me odeio por estar morrendo, e assim ainda deixá-lo matar-me ainda mais com qualquer sorriso. Ah, o que faria se soubesse da inveja que eu sinto por ter essa capacidade de me despedaçar sem ao menos saber? Só sendo você mesmo, me "amando" com moderação. E eu aqui, somente com o dom de ser despedaçada, de tentar agradar não sendo eu mesma, tendo tentativas falhas, amando incondicionalmente e, perdoem-me pela brutalidade, me fodendo. Mas por favor, não me interpretem mal, não levem essa história como  a de um amor não correspondido, onde o vilão parte o coração da mocinha. E sim, a história da mocinha que inventa maldades para o vilão, por ser fraca demais. Então invertam e vejam a "mocinha" como vilã, e o "vilão" como mocinho, pois foi assim que ela se fez.

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