domingo, março 22

Talvez eu seja sensível demais com as pessoas que amei. Digo no passado, por causa da distância, das ideologias, de um futuro que virou presente.
Vejo como as pessoas conseguem mudar, sem pensar, ir na maré, e também percebo como a maré é forte, é dura, é uma queda de cachoeira.
E assim vamos perdendo, perdendo as pessoas que amamos um dia, sentindo saudade de quando a conversa era só sobre os meninos bonitos, sentindo ainda mais falta das bíblias no intervalo.
Só assim percebo como é triste absorver aprendizados vãos, aprendizados que você ouviu, mas quem falou tapou os ouvidos, e assim relembra dos diálogos, dos julgamentos e de tantas outras mil coisas que aconteceu e se pergunta: Eu sou a culpada de tudo isso? Se eu tivesse ficado próxima, teria acontecido? Mas eu acredito que o que é pra acontecer acontece, não tenho o poder de fortalecer a mente de ninguém.
Ah, se elas soubessem o quanto eu sinto saudade, se eles tivessem noção que o que estão fazendo não os levam a lugar nenhum, se todos sentissem o aperto do meu peito, eu conseguiria transmitir o meu amor.
Mas é isso, talvez eu tenha mudado demais, e isso seja um peso muito grande, a ignorância as vezes é uma dádiva pra nos poupar da dor do conhecimento, é por isso o aconchego nos braços de Deus.

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