sexta-feira, agosto 16

Sabe quando o tempo regressa e voltamos a ser infelizes como ontem? É assim que eu me sinto, como se o tempo tivesse regressado, e aquele ano infeliz tivesse voltado.
Me sinto vazia, sem nada por dentro, desanimada, e sozinha. Mas sozinha é normal, faz muito tempo que se eu paro pra refletir sobre a vida, solidão é a palavra chave.
Hoje a minha mãe me perguntou: “Filha, sua vida se resume a escola? Então se hoje você se formasse, você ficaria ai nesse quarto escuro, sem sair, sem ver a vida?”, se isso fosse antes, me sentiria ofendida, hoje senti vontade de perguntar “que vida?”, Ah mãe, se tu soubesses do que se passa na minha vida, na solidão e do vazio que os pecados me fazem ter, do calabouço que é não saber pra onde ir, o que fazer, com quem falar, mas tu não entendes, como alguém poderia entender? Antes eu até pensava que existia alguém que compreendia, mas esse alguém não está mais presente, se fez presente outro alguém, que talvez esteja vazio também, preso nos meus pecados, mas de ouvidos tampados pro meu falar, de olhos fechados pra minha escuridão.
Pareço-me abandonada por todos, me pareço abandonada por Deus, e tudo por minha culpa, é o que mais dói.
Abandonada, com a vida que se resume em solidão, com a felicidade escassa dos lábios e do coração, com a bagunça na vida e os sonhos na gaveta, mas pensemos pelo lado bom, pelo menos as palavras me voltaram.

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