sexta-feira, outubro 14

Falta de uma boa interpretação, falta de toda uma interpretação. Um bom senso inexistente, ainda mais quando faltam palavras pra explicar o que não pode sair da boca. É vergonha, meu caro, não falta de confiança. Vergonha de um passado obscuro, cheio de máculas, medo de mais uma vez essa escuridão interferir na luz, deixando dor, somente dor. Passei por isso uma vez, e como já citei, não irei me permitir a tal dor, não mais. Saiba que lhe dei a chave, da qual estava com teia de aranhas, pois ninguém havia tocado nela por um longo tempo, estava fechada, tão trancada quanto o meu coração. E você conseguiu achá-la, conseguiu a permissão para tê-la, e deu a ela um sentido.
Anjo meu, teu nome está gravado no lugar mais fundo da minha alma, e lá ficará, até o dia em que terá de ser arrancado. Não é pessimismo, meu amor, é que no livro da vida minha história foi escrita assim, entradas e partidas, enfatize a partida e acrescente dor. Então me ame enquanto o enjoo não vem, me ame enquanto o céu estiver ao meu favor, me deixe te amar e gravar detalhes dos momentos, me deixe te fazer sorrir e me lembrar de quão doce é, me deixe ser feliz enquanto a minha história está passando, não deixe meu passado interferir, me deixe ter você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Rotas